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Nos dias 10 e 11 de março, os sócios do Simões Pires, Roberta Aronne, head dos núcleos de energia e construção, e Felipe Pozebon, head da área de inovação e fomento, participaram da Conferência Internacional da Cadeia de Valor de Minerais Estratégicos para a Transição Energética e Descarbonização, promovida pelo BNDES e pela Finep, na sede do BNDES no Rio de Janeiro.
O evento reuniu executivos das principais empresas do setor, além de autoridades e diretores das agências de fomento, como Celso Pansera, presidente da Finep; Raul Jungmann, presidente do IBRAM; José Luis Gordon, diretor do BNDES; Márcio Stefanni, diretor da Finep; Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC; e Thiago Barral, secretário nacional de Transição Energética e Planejamento do MME.
Durante o evento, o BNDES e a Finep lançaram um programa de R$ 5 bilhões voltado para o fortalecimento da cadeia de minerais estratégicos, a qual é essencial para viabilizar a transição energética e a descarbonização de diversos setores produtivos. O programa apoia desde a exploração mineral até o desenvolvimento industrial e tecnológico.
De acordo com os dados apresentados, o Brasil possui hoje reservas extensas para todos os minerais essenciais. Veja abaixo tabela com os dados apurados:
Brazilian Production and Reserves of Strategic Minerals for the energy transition
A transição energética é mandatória e já é realidade no Brasil e no mundo, o que exige um novo olhar sobre a cadeia produtiva dos minerais críticos, fundamentais para tecnologias como baterias, veículos elétricos e energias renováveis. Neste contexto, a atuação do Estado brasileiro como indutor de investimentos e inovação é essencial.
Entretanto, é fundamental que a expansão da exploração minerária ocorra de forma ambientalmente responsável. A mineração precisa acompanhar técnicas modernas e sustentáveis, garantindo a segurança socioambiental e prevenindo tragédias como as que marcaram o passado recente. O desafio está em desburocratizar processos de licenciamento, sem abrir mão da segurança necessária para evitar desastres ambientais, assegurando um desenvolvimento equilibrado e alinhado às melhores práticas globais.
Mais do que uma ação de governo, o incentivo à exploração dos minerais e seu uso em processos produtivos dentro do próprio Brasil precisa ser uma política de Estado, garantindo segurança, previsibilidade e continuidade para que empresas e pesquisadores possam planejar investimentos de longo prazo. Somente assim o Brasil poderá se consolidar como um player global estratégico na nova economia verde, e deixar de ser um exportador de commodities para se tornar um exportador de bens acabados “verdes”.
O Simões Pires segue acompanhando de perto essas iniciativas e contribuindo para que empresas acessem os melhores mecanismos de fomento à inovação, com segurança jurídica e confiança. O desafio é grande, mas as oportunidades são imensas!
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